Sinto sua presença
Seus beijos
Seu querer dizer qualquer coisa que disfarce o pensamento
Sinto sua pele
Seus suspiros
Sua carne macia alimentando o meu desejo
Seu sorriso a esconder o tempo
Sinto sua boca
Seu cheiro em mim
Seus olhares
Sinto o calor do encontro
O inferno no silêncio
Sinto a agonia que outrora sentia
A espera do que já sei querer
Sinto suas mãos tocando meu ser
Sua falta.
"O essencial é saber ver, saber ver sem estar a pensar, saber ver quando se vê, e nem pensar quando se vê nem ver quando se pensa. Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!), isso exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender e uma sequestração na liberdade daquele convento de que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas e as flores as penitentes convictas de um só dia, mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas nem as flores senão flores, sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores." (Alberto Caeiro)
domingo, 4 de julho de 2010
Suas mãos tocando meu ser
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