Voltando,
encontro a porta entreaberta
e por um momento penso que recebi uma visita enquanto estive fora
E o pensar mais uma vez se dissolve na força do desejo
Esse desejo que me força a pensar somente para realiza-lo
Estava procurando por mim!
Entrei e na cama havia um bilhete
Engano,
Novamente me perdi na confusão dos sentidos
Pareço criar provas contra a minha própria ilusão
para que o tempo não leve logo tudo o que ainda tenho
A verdade é que não há nada e que criamos tudo para darmos significação ao mundo
ao nosso mundo
aos nossos desejos
Eu sei
mas nada disso deixa de acontecer por força da razão
Metáforas da loucura e da vida:
quando encontro um sentido.
"O essencial é saber ver, saber ver sem estar a pensar, saber ver quando se vê, e nem pensar quando se vê nem ver quando se pensa. Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!), isso exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender e uma sequestração na liberdade daquele convento de que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas e as flores as penitentes convictas de um só dia, mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas nem as flores senão flores, sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores." (Alberto Caeiro)
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Metáforas da Loucura II
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